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Da Margarida e das Gordinhas

Só há pouco tempo tive a oportunidade de ler a tão falada crónica da Margarida Rebelo Pinto sobre as gordinhas, não fazia ideia que ela tinha escrito isso e até li um livro dela nestas férias.

Mas a verdade é que enquanto lia já tinha pensado em fazer um post sobre esta autora, porque vou admitir já...eu até gosto.

Neste livro que levei nas férias comigo "O Dia em que te esqueci" li o que já li no "Não há coincidências" e no "Sei lá". Li relações, relacionamentos e ralações. Pronto é sobre isto que ela escreve e não escreve mal de todo. E porquê?
Porque com certeza já teve más experiências (como toda a gente) e destila a maldade, o sarcásmo, a arrogância, mas também a paixão e a entrega. Ou seja, ela destila tudo e sem filtros. Devemos gostar? Se calhar não, mas é uma forma de escrever que com certeza vai de encontro ao que muitas pessoas sentem ou sentiram e com o qual se identificam.

No entanto, isto não significa que se pode escrever tudo o que se quer só porque se é uma autora de sucesso. O texto das gordinhas é uma ofensa para as mulheres, todas sem excepção incluindo a própria da Margarida. Os homens não são como ela pinta, as magras não são como ela pinta e muito menos as gordinhas são como ela pinta. Cada pessoa é uma pessoa e não é o exterior que a vai definir como tal. Assim sendo, tenho a dizer que não gostei do texto, não concordo e acho que há por ali muito ressabiamento.

Mas por outro lado, não vou dizer que não leio mais os livros dela, vou continuar a ler porque ela sabe transmitir emoções contraditórias, sofridas, ilusões e desilusões de amor, algumas até sem sentido, mas a vida por vezes é mesmo assim e ela transmite-o. De uma maneira ás vezes banal com uma escrita simples, mas as relações não são sempre extraordinariamente complicadas e nem sempre são explicáveis, ás vezes são só normais. E é isto que eu vejo nela, uma autora que escreve e descreve relações, muito à sua maneira e que até é uma maneira que resulta.



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