terça-feira, 27 de junho de 2017

Quando dizemos Chega

Não queremos que assim seja mas há sempre uma altura em que temos de dizer chega.
Não gostamos, tentamos evitar, mas quando parece ser inevitável não podemos fugir.
Até aqui tudo bem.
O problema é quando é com a família :(
Quando é com aqueles que pensamos que vamos poder contar toda a vida. Mas afinal não.
Já se notava uma certa "falsidade", um suportar sem grandes alaridos, mas notando-se que não era um convívio pacífico. Era mais um esforço controlado.
E um dia vai abaixo. Porque quando é assim tem de ir.
E isto acontece quando as pessoas só olham por si e para si.
Só a sua vida é que é complicada. Só os seus filhos é que dão trabalho. Só a sua condição de trabalhar/estudar é que é difícil. Só os seus gastos são importantes. Só o seu tempo é que é precioso. Enfim...tanta coisa que não parava de escrever se fosse a escrever tudo.
Mas o que mais me chateia no meio disto tudo?
Não é a falsidade ter acabado e as cartas estarem todas em cima da mesa. O que me chateia é eu não ter tido a hipótese de mostrar o barulho todo. Sim, porque eu também tenho vida, filho, compromissos, falta de tempo, também já trabalhei e estudei ao mesmo tempo até há bem pouco tempo. Também tenho gastos que importam. Também tenho desafios constantes a surgirem. Mas não. Não o pude dizer. E sei que ás vezes não é preciso dizer. Mas desta vez gostava de ter dito.
Mas não disse.
E aquilo que me consola, como costumo dizer, nas discussões...para os egoístas...fica muito mais presente aquilo que disseram do que aquilo que ouviram. Acham sempre que ficaram por cima (vai-se lá saber o que isso quer dizer).
Por isso, se calhar na verdade, dizer não ia fazer muita diferença.
E é melhor assim.
:(
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Zoo, Zoomarine e animais no geral

São a coisa mais fofa para levar os pequeninos :)
O meu menino ainda é bebé mas adorou, tanto ir ao Zoo como ao Zoomarine. Ficava muito concentrado a ver os animais e muito contente por estar a interagir com eles.
Então o Zoomarine nem tenho palavras. Todos os espectáculos, quer dos golfinhos, leões marinhos e focas, aves e até os piratas, foram todos muito bons e o meu menino delirou sempre. Apontava o dedito e chamava pelos animais. Ainda bem que há sítios assim porque são um programa familiar maravilhoso.
Eu já gostava destas atividades, mas agora com o bebé é ainda mais maravilhoso. Por mim ia todas as semanas ao Zoo (não fosse um bocado puxado, o que é pena, senão ia mesmo).
 
 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Desabafo

Quando tudo parece estar bem mas mal ao mesmo tempo.
Quando não tens do que reclamar mas apetece-te.
Quando sabes que tudo podia estar/ser pior mas ainda assim preferias que estivesse/fosse diferente.
Quando todos à tua volta parecem estar errados mas não sabem.
Quando te sentes sozinha num lugar cheio de gente.
 
Há dias assim.
Que podiam ser piores eu sei, mas hoje gostava de pensar apenas na minha realidade. Eu sei que podia ser pior, mas só por hoje deixem-me pensar que não podia ser pior. Só por hoje. Porque hoje já é mau.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A "polémica" resposta dos D.A.M.A

Vi esta notícia sobre a polémica em relação a uma resposta dos D.A.M.A a um comentário de um fã e aqui está um bom exemplo do que se vive atualmente nas redes sociais.
Se comentas és criticado, se não comentas és criticado, se comentas com sorrisos és criticado, se comentas com sarcasmo és criticado.
Ou seja, faças o que fizeres vais ser criticado.
E pensando bem isto é geral, porque, aplica-se a ambos os lados. À banda porque comentou o que comentou e à Sofia Costa Lima porque comentou o que comentou. Preso por ter cão e preso por não ter.
Educação? Falta dela? Arrogância?
Mas será que isto é mesmo uma polémica ou é falta de assunto? :/

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mulher Maravilha - que filme!!

Olhem que bom motivo para voltar ao blogue, que anda paradinho eu sei, não por não ter acontecido nada neste mês e pouco mas antes pelo contrário...por ter acontecido tanta coisa que não tenho tido tempo para cá vir.
 
Mas um bom motivo para voltar e fazer um post fofinho é um filme que, embora não pareça, é um grande filme.
Pois é, o filme Mulher Maravilha é assim qualquer coisa de especial, pelo menos para mim foi e tinha de partilhar. Não sei se por eu ser mulher, se por a atriz ser muita linda e inspiradora, se por eu ser mãe e ter vontade de salvar o meu filho de tudo e de todos. Eu não sei o motivo mas a verdade é que este filme mexeu comigo. E gostei. Gostei muito.
Para começar a história está muito bem contada. Com humor, inocência, beleza, amor...tem isto tudo e sempre em doses certas. Nada é forçado. Simplesmente a história vai se desenrolando e nós vamos ficando cada vez mais envolvidos. Não quero contar nada que vos estrague o filme, por isso, apenas digo que devem ver. E agora, não percam tempo :)
No final, fica aquele sentimento de querer ajudar, não digo o mundo, porque isso é altamente ambicioso, mas apetece ajudar onde podemos fazer a diferença. E sentir isso, num filme destes, acho mesmo que é de lhe dar valor. E aplaudir de pé :)

 
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Infantários e os critérios diferentes

Tenho percebido, agora que também eu preciso destes serviços, que os critérios de cada infantário não são todos iguais.
Não falo só das questões do que se paga (porque isso era outra discussão porque há disparidades enormes) mas falo sobretudo dos critérios em relação às doenças, contagiosas ou não, com febre ou sem febre, que os infantários têm. Ora eu ja tive de ir buscar o meu filho por ter temperatura, até aí entendo, mas também já tive de ir por outras questões "menores" que noutros infantários não chamam os pais.
Percebo que possam existir regras internas, que seja norma em algum infantário específico que se os meninos apresentam determinados sintomas não possam ficar lá, mas então e porque é que noutro lado podem?
Estarão alguns infantários mais bem preparados para dar resposta às situações que surgem?
Se assim for, este tem de passar a ser um critério a ter em conta por parte dos pais quando vão escolher um infantário. Ou seja, se no local X chamam os pais porque o filho espirrou um pouco mais alto (exagerando claro) então esse infantário fica atrás em relação ao infantário Y que liga aos pais quando o filho tem temperatura para perguntarem se podem dar benurom mas não precisam de o ir buscar a correr, pode ser ao fim da tarde ou quando puderem. Ora este último ganha de caras porque infelizmente os pais que trabalham não conseguem abandonar tudo de repente, embora às vezes apeteça porque os filhos estão em primeiro lugar. Sempre. Mas não dá. Pelo menos de repente, várias vezes por mês, não dá :(
E eu acho que este apoio aos pais, este suporte que o infantário poderia dar, não dá. Em alguns casos pelo menos não dá.
Percebo perfeitamente a questão do contágio. O meu filho já voltou para casa constipado, com gripe, com conjuntivite, com o vírus xpto...e tudo porque alguém teve primeiro. Percebo que se está doente não pode ir. Mas tem de haver critérios bem definidos.
Conheço várias pessoas que me dizem que não vivem esta realidade. Que sentem apoio por parte do infantário, que redobram a atenção aos meninos com algum sintoma, que podem acompanhá-lo à parte, mas tudo no infantário.
E estas diferenças de tratamento chateiam-me.
Eu até prefiro que o meu filho não vá, se estiver mais em baixo, em casa pelo menos não apanha mais nada. E claro, também não passa a mais ninguém.
Mas se é para fazer acrobacias no trabalho, uma ginástica incrível com toda a família para que todos consigam trabalhar/tomar conta do menino ou pagar um mês inteiro de mensalidade no infantário e o menino estar lá só meio mês, então alguma coisa não está bem.
Se calhar é o infantário. E se calhar se eles não mudam mudamos nós.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fazer tudo em casa ou não fazer?

Tenho reparado, cada vez mais, que há dois tipos de solução para a casa.
Existem as famílias, que a maior ou menor custo, lá vão conseguindo fazer tudo em casa. E existem as famílias que já recorrem a "ajuda" exteriror há um tempo.
Falando claro das pessoas que trabalham fora de casa também (e não só em casa).
E o que quer isto dizer?
Ora bem, com fazer tudo em casa, eu quero dizer tratar da roupa, lavar e passar, a nossa e da(s) crianças(s); limpar a casa; aspirar; fazer as refeições, algumas para levar também no outro dia; arrumar a cozinha, etc.
E com ajuda exterior quero dizer ter uma empregada doméstica para limpar, tratar da roupa e em alguns casos também das refeições. Ou, pelo menos em relação à roupa, recorrer à "ajuda" de uma lavandaria para lavar e passar ou só lavar ou só passar.
E isto para mim tem sido uma preocupação. Porquê?
Porque cada vez mais sinto que não consigo fazer tudo. Ou consigo fazer tudo isto mas não faço mais nada. Ou consigo fazer parte. Ou consigo mas simplesmente não me apetece :/
E nunca tinha pensado nisto. Sempre senti que tinha tudo controlado em casa. Mas com o bebé percebi que há outras coisas que quero fazer para além de ter tudo em ordem. Quero brincar com ele. Quero estar apenas sentada a olhar para ele. Quero um dia ter um segundo filho. :)
E vejo pessoas, no meu trabalho, que são como eu e estão sempre ansiosas que chegue o fim de semana para ter um tempinho de descanso ou de puro amor com os filhos. Mas depois chega o fim de semana e um dia acaba por ser a aspirar ou a tratar de alguma coisa na casa. E a semana começa sempre com aquela sensação de que não descansamos ou fizemos nada :(
E do outro lado, tenho colegas que falam que a empregada fez isto ou aquilo, ou que passou a roupa toda e agora não têm onde arrumá-la :o quem me derá ter a roupa toda passada, se calhar também não tinha onde a arrumar, mas era sinal que estava tudo em ordem. E era bonito de ver :)
Por isso penso, agora com um filho, será que devo pensar em recorrer a esta ajuda preciosa? De vez em quando tenho uma ajuda da minha mãe, mas não gosto de saber que para me ajudar também ela perdeu o seu descanso.
E voçês como fazem? Têm este dilema ou são verdadeiras fadas do lar como eu anseio ser um dia? :)
Mas não com esta cara :D

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Prison Break voltou!

Eu não sei quanto a voçês mas a mim esta série marcou.
Não só pelo Michael Scofield, que foi só uma das personagens mais marcantes da história, um cérebro brilhante, do qual só queríamos ter uma pequena percentagem, um charme de menino ingénuo aliado a um sorriso maroto e um belo espécie masculino assim no geral :) mas também porque a própria série foi algo inovador na altura. Já se tinha visto muita coisa mas nada assim e marcou.
Agora e o regresso? É uma coisa boa? Eu quero pensar que sim. A última temporada não acabou como gostaríamos e ficou sempre um sabor amargo de ter sido interrompido algo bom (embora estivesse numa fase morna). Por isso acho bem este regresso e tem uma pitada de "eu sabia que um dia ias voltar".
Vi o episódio e gostei. Foi muito parecido com o que estávamos habituados e isso é bom. É um voltar a casa.
Tenho um odiozinho especial pelo ator que faz o irmão Lincoln, mas isso não "estraga" nada por assim dizer, só acho que ele não é bom ator. Mas quanto a isso nada a fazer.
E voçês gostam? Viam? Vão ver a nova temporada?

 

terça-feira, 21 de março de 2017

Filhos e Amigos sem filhos...será incompatível?

Esta pergunta é genuinamente honesta. Não sei se é compatível.
Os poucos amigos (e gosto de pensar bons) que temos não têm filhos. E nós tivemos. E houve um afastamento. Não sei se apenas e só provocado pela clara mudança na nossa vida ou se haverá outro motivo.
Será que a amizade nunca foi forte o suficiente?
O afastamento já existia mas nós não percebemos?
Os "amigos" gostavam mais de nós quando éramos só dois? 
Nunca fomos verdadeiramente amigos? 
Não sei. Não sei bem o que pensar disto. Às vezes prefiro não pensar. Mas quando acontece algo muito bom e esperas que os "amigos" partilhem da tua felicidade e eles nada dizem ou fazem...ficas na dúvida se de facto estará a passar-se algo.
Já estive do outro lado. Já perdi amigos que tiveram filhos. Mas achei que já os tinha perdido antes de virem os filhos e então não percebi se uma coisa estava relacionada com a outra.
Qual é a vossa experiência? Os vossos amigos afastaram-se assim que nasceu o bebé? Novos amigos surgiram? Antigos amigos voltaram?
Eu não sinto que tenha mudado muito. Sou a mesma pessoa. Tenho menos tempo? Tenho. Menos disponibilidade para patuscadas e conversas pela noite dentro? Também. Mas sou a mesma pessoa.
E esta problemática intriga-me e gostava de saber a vossa experiência com este fenómeno. Se é que é um fenómeno.
Ou então é tão normal que ninguém fala disso. Será?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Os primeiros 12 meses

Os primeiros 12 meses com o meu bebé passaram a correr!
Sinto como se tivesse sido ontem que estava na sala de partos, estranhamente calma, com o meu marido ao lado e à espera que chegasse finalmente o momento de conhecermos o nosso bebé :)
E quando chegou o momento foi maravilhoso. Foi tudo o que queria para nós.
E nestes dias, passado 12 meses, penso que incrível viagem que nós fizemos. Os três. Sem qualquer experiência lá nos lançamos para este que seria o maior desafio da nossa vida. Aquele em que não queríamos nem podíamos falhar. O nosso pequenino dependia de nós para tudo e nós queríamos estar ali a 100% para ele. E estivemos. E estamos.
Foi um ano de muitos altos, alguns baixos, mas sobretudo de um saldo para lá de positivo. Um saldo tão positivo que acho que rebenta a escala. Houve lágrimas, cansaço, dúvidas, risos, muita aprendizagem, crescimento e também muito muito amor. A felicidade agora quase pode ser explicada. Digo quase porque é algo que é muito mais sentir do que explicar. Mas agora sentimos de outra forma.
Como casal também crescemos, aprendemos um com o outro e no meio do cansaço e da vontade de fazer tudo bem, conseguimos não nos esquecer um do outro. Juntos para o nosso menino somos ainda melhores.
Que venham mais outros tantos meses. Anos. Uma vida. Cá estaremos meu pequeno grande amor para te dar tudo de nós. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Luísa Barbosa da Rádio Comercial

Ora eu não tenho nada contra a Luísa Barbosa mas hoje quando ia na minha pequena viagem até ao trabalho, como sempre, ia a ouvir a rádio comercial. E estranhei quando só ouvi vozes femininas, tirando claro a voz do nosso Ricardo Araújo Pereira.
Mas estranhei as vozes pois nada do Pedro Ribeiro ou do Vasco Palmeirim.
Pelo que percebi a ausência do Pedro devia-se ao facto da sua bebé ter nascido (parabéns aos papás!!) e o Vasco estava a caminho.
Pois bem, mas isto tudo para dizer que não gostei das meninas lá sozinhas...estava a luísa e outra voz que não reconheci (se alguém souber por favor diga-me quem era). E não gostei porquê? Porque não percebi qual das duas estava à frente da emissão. Atropelavam-se uma à outra. Ora uma dizia a publicidade ora dizia o trânsito ora o tempo. Enfim era uma confusão :/ E a Luísa, no meu entender, mostrou que não está nada preparada para ficar sozinha. Gostei até mais da outra menina, que para além de ter uma voz espectacular, parecia estar muito mais à vontade.
Lembrei-me de um post que fiz sobre o Vasco Palmeirim quando ele ficou sozinho na rádio (aqui) e que na altura achei que ele esteve muito bem. Hoje em dia acho que o Vasco sozinho fazia a emissão com uma perna às costas e a cantar! :)

Ps: Antes de eu deixar de ouvir a emissão já o Vasco tinha chegado e salvou as meninas. Boa Vasco!

sexta-feira, 10 de março de 2017

"He's Just Not That Into You" que filme do caraças!

O filme "He's Just Not That Into You" é um filme de 2009 mas esta imensamente atual. Eu diria até que é daqueles filmes intemporais, porque o fundo das relações continua o mesmo, os mesmos receios, dúvidas, esperanças e enganos que ainda se vivem nos dias de hoje.
Ontem revi este filme e mais uma vez adorei. E até chorei! Numa das últimas cenas do Ben Affleck com a Jennifer Aniston (quem já viu sabe perfeitamente do que estou a falar :)) e quem não viu tem de ver! Chorei porque é verdadeiramente bonito, emocionante e tão aquilo que as relações devem ser, que não deu para evitar uma lagrimazita de emoção.
Neste filme, como em outros do género, encontramos vários casais, cada um a atravessar uma fase diferente da relação. Temos encontros falhados, falsas esperanças, traição, novas paixões, amizade colorida ou amizade "interesseira" por assim dizer. Enfim encontra-se mesmo de tudo neste filme. Quem não conhece faça lá o favor de ver porque não se vai arrepender ;)
E ainda leva com umas 2h deste elenco:
Jennifer Aniston
Ben Affleck
Bradley Cooper
Scarlett Johansson
Drew Barrymore
Jennifer Connelly
Entre outros.

É mesmo a não perder :)

terça-feira, 7 de março de 2017

Amamentação - a minha experiência

Sei que este pode ser um assunto polémico.
Existem várias opiniões acerca da amamentação, se se deve ou não amamentar, se faz diferença para o bebé, se sim por quanto tempo se deve fazer...enfim há opiniões para todas as hipóteses, inclusive os próprios médicos também se dividem.
Mas este post não é sobre polémicas, é apenas sobre a minha experiência e a forma como consegui não desistir quando a coisa parecia que não se ia dar.
Eu sempre quis amamentar. Li alguns livros onde falava sobre assunto e sentia que de certa forma estava preparada para quando chegasse o dia.
Mas quando chegou deparei-me logo com a primeira dificuldade. O meu bebé não sabia mamar. Penso que é normal, mas eu achava que os bebés já sabiam todos como fazer, os chamados reflexos que eles já trazem. O meu pequenino tentava mas demorava imenso a conseguir fazer a chamada pega. Quando conseguia fazia a sucção na perfeição mas até conseguir era o cabo dos trabalhos. Eu já me imaginava em casa a demorar horas até conseguir alimentar o meu bebé , que entretanto ficava roxo de fome. Mas não foi assim que aconteceu.
No segundo dia, ainda no hospital, (que pareceu uma eternidade porque um só dia tem milhentos momentos para amamentar :) parecia que só fazia isso) o meu bebé já pegava mais rápido e começou a ser fácil e natural. E eu contente da vida.
Estava pronta para ir para casa e começar a aventura. Mas lembrei-me de perguntar a uma enfermeira, antes de ir embora, mas e como é que funciona a subida do leite? Ou descida do leite, há quem diga das duas formas. E há quem tenha ainda no hospital mas eu não sentia nada. E tinha receio de não saber se estava a acontecer ou não.
A enfermeira (que foi um amor e adorei que ela tivesse "perdido" aqueles minutos preciosos connosco) disse-me logo: mamã não tenha receios mas a subida do leite é a parte menos bonita da amamentação. Tem de ter paciência, preseverança e acima de tudo não desistir. E eu pensei será assim tão complicado? Há pessoas que só falam maravilhas e nunca ninguém me disse que há uma parte menos bonita. Pois bem mas há. Aqueles dias de subida do leite, de calor infernal, de sensibilidade extrema, de dores, de ter que dar de mamar mesmo que pareça estar tudo a arder, são uma realidade e parecem intermináveis. E é impossível não perceber que está a acontecer :)
Mas passa. Sim, pode não parecer, mas passa rápido. E a parte bonita, de amor, de olhos nos olhos e tudo uma fofura vem e a dor deixa de existir. É mesmo uma questão de não desistir. Pelo menos comigo foi assim, não quis desisitir, acreditei sempre que a dor ia passar, que tinha leite suficiente e que o meu bebé estava bem. O que li nos livros também me ajudou a estar confiante e positiva.
Outro momento, que não podia deixar de falar também, de outra enfermeira (também uma benção ter ido ao nosso quarto de madrugada) que me disse que o bebé faz pausas quando está a amamentar porque ele é pequenino e não consegue estar sempre a fazer a sucção e embora pareça que adormeceu nem sempre isso é verdade. Temos de contar até 10 devagar e ver se ele volta a mamar, ou seja, não temos sempre de lhe mexer no pézinho ou qualquer outro meio para o impedir de adormecer. Às vezes ele está só a recuperar o fôlego :) e eu achei maravilhoso saber isso. Apartir desse momento dava tempo ao meu bebé e ele lá voltava a mamar, sempre de olhinhos fechados mas não estava a dormir :) coisa mais querida.
E foi assim a minha experiência. E a vossa? Correu tudo bem? Futuras mamãs têm receios? Nada temam. Vocês e o vosso bebé juntos conseguem tudo :)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Desabafo sobre maus colegas :(

No trabalho encontramos de tudo.
Bons, muito bons, maus e muito maus colegas. Mas eu não entendo o porquê de alguém ser um mau colega. Quando se trabalha em equipa, mesmo nos casos em que 90% do trabalho é individual, os outros 10% são em equipa, logo devíamos todos ter a mesma postura e tentar trabalhar bem em nome de um resultado positivo e bom para todos. Mas não. Não é assim que pensam os maus colegas e os muito maus nem sabem o que isso é :/
E isso desanima. Desanima porque dá vontade de não trabalhar com essas pessoas. Dá vontade de dizer "ora bem como tu não vais mudar então mudo eu" e a solução muitas vezes passa por mudar mesmo. Não digo de emprego (porque encontrar outro não é fácil) mas mudar de alguma forma de tarefas e sobretudo de colegas (nos casos em que isso é possível). Nos casos em que não é possível nem imagino como se supera essas dificuldades.
E o que faz um mau colega? Tenta passar por cima de ti, mostrar-se a todo custo, mesmo que isso implique rebaixar alguém e vai fazê-lo sem qualquer peso na consciência. Se o chefe está presente o mau colega até dá pulinhos porque vai realçar aquilo que fez, não através do seu trabalho ou do seu talento, mas sim através de um erro ou má decisão de outro colega. O mau colega adora isto.
E porquê? Porque não consegue mais. Mas será que um dia alguém lhe paga na mesma moeda? Não. Há casos em que nunca chegam a sentir na pele o que fazem os outros sentir. E é triste. É sobretudo muito triste.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Mães trabalhadoras e Fit por aí?

Ser mãe e trabalhar não é só complicado pela parte de ter de deixar o bebé no infantário ou com os avós e desaparecer umas 8h :( também é complicado porque quando se quer fazer alguma coisa tipo...exercício físico...parece que não há nenhum tempo disponível e isso desmotiva :(
Ter motivação para ir a um ginásio já é o que é, mas com esta falta de tempo, porque todo o tempo livre se quer aproveitar com o bebé, fica ainda mais difícil!!
Digam-me como fazem. Que é como quem diz conselhos precisam-se :)
Conseguem ir ao ginásio?
Correm na rua?
Vão numa hora em que o bebé ainda está no infantário?
Deixam com os avós?
Deixam com o pai?
Fazem exercício só com os olhos? (este pratico bastante ah ah ah).
As alternativas parecem muitas, mas vai-se a ver e meia dúzia delas não são fáceis de gerir.
E qual é o resultado? Ser mãe trabalhadora não Fit :D

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

This is us - a série que faltava!

Ora bem se há por aí alguém à procura de uma nova série para seguir aconselho a série This is us.
Que série tão boa. Tão mas tão boa que ainda só vi dois episódios e já me agarrou completamente.
É sobre família, amor, filhos, auto-estima, realização profissional, casamento, enfim, é no fundo e resumindo, sobre pessoas.
Em dois episódios apenas encontramos tudo isto que falei atrás e muito mais. A sequência das cenas é maravilhosa, como tudo acontece e nos surpreende é mesmo para nos agarrar à história. Estou a adorar, e tendo em conta que a meio da primeira temporada a série foi renovada por mais duas temporadas, imagino que seja sempre a melhorar a cada episódio. Não tem como falhar.
Vejam e digam de vossa justiça.
Vão de certeza ficar rendidos ;-)



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Quando as segundas também afetam os nossos filhos :(

É tão difícil ver o nosso filho triste por ficar no infantário a uma segunda-feira :(
Era mais fácil quando ele não percebia e ia sempre com um sorriso pronto. Agora percebe que esteve dois dias inteirinhos com os pais e já não é a mesma coisa ficar no infantário à segunda-feira. Já não quer, já não sorri e pelo contrário até chora :( e eu fico com o coração apertadinho e lágrimas nos olhos por ter de o deixar :'(
É nestes momentos que nos apetece ficar em casa com o nosso bebé. Largar o trabalho sem pensar. Mas não pode ser.
Custa ir trabalhar com o coração nas mãos. Mas tem de ser.
Tem de ser :(




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Adorei o estado de Grávida

Dizem que estar grávida é um estado de graça e eu posso dizer que foi exactamente essa a minha experiência. Foi mesmo um estado de graça pleno para mim.
Adorei todos os momentos, não tive sintomas que me fizessem estar mais em baixo ou a sentir-me doente, não tive nada disso. Sei que fui uma sortuda porque há mães que não tiveram a mesma sorte. Mas eu não sei o que é vomitar na gravidez ou ficar enjoada. Não enjoei de comida nenhuma e tudo que comia me sabia bem.
Achei uma verdadeira benção sentir o bebé mexer na barriga. É uma sensação única e da qual tenho algumas saudades confesso. Uns dias depois do meu bebé nascer parecia que de vez em quando ainda sentia alguma coisa a mexer dentro de mim :)
Não sei se uma segunda gravidez será igual ou se será completamente diferente, mas tenho muita certeza que quero novamente. Só não tenho saudades da ansiedade que sentia, do receio de algo correr mal e que me fazia não estar tranquila a 100%. Mas acho que isso faz parte.
Hoje deu-me saudades dessa fase, embora a fase de ter o nosso bebé juntinho a nós seja ainda mais maravilhosa, mas de vez em quando bate uma nostalgia.
Não fosse o facto de a vida já ser uma loucura com um filho e com dois imagino o caos completo, era já amanhã :)
E por aí? Sentem o mesmo?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O Primeiro Carnaval

O meu menino vai ter a sua primeira festinha de carnaval e para mim é inevitável pensar em como era na minha infância.
Lembro-me de adorar o carnaval. Eu e o meu irmão ficavamos num delírio com tudo. Eram as serpentinas, eram os disfarces, eram os confetis, era tudo maravilhoso.
Apesar de ser uma altura onde não havia abundância de dinheiro e os nossos pais terem muitas vezes de recorrer a algo que houvesse em casa para fazer os disfarces nós adoravamos sempre. Mas umas serpentinas havia sempre :)
Claro que sendo bebé o meu filho ainda não percebe, mas quero muito que ele goste desta altura como eu gostei. Em adulta nunca tive um particular gosto pelo carnaval, posso dizer até, que nunca gostei da versão adulta da coisa. Mas da versão da infância gosto e acho tudo de bom :)


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Lion (outro nomeado ao óscar de melhor filme)

Este fim de semana vi o filme Lion e de um modo geral gostei, embora claro, seja sobre um assunto sensível e muito triste.
Mas pensando apenas no filme, realização, actores e nomeação ao óscar de melhor filme, fiquei um pouco desiludida.
Notei uma grande disparidade e separação no filme, ou seja, existem dois momentos mas um bem melhor do que o outro. Por um lado temos a personagem principal em criança e depois já adulta 20 anos mais tarde. Até aí tudo bem, é algo que já se viu em muitos outros filmes. Mas neste caso em particular desilude um pouco porque quase não dá para sentir empatia pela personagem já adulta, interpretada pelo Dev Patel, porque a passagem é muito brusca e parece que se trata de uma pessoa totalmente diferente e não aquele menino pelo qual nos afeiçoamos no início do filme.
Mas fora isso é um filme intenso, principalmente a primeira metade, e angustiante. Pensar que algo assim acontece diariamente a muitas crianças é imensamente triste :(
É um filme que nos toca e que dá que pensar.