terça-feira, 21 de março de 2017

Filhos e Amigos sem filhos...será incompatível?

Esta pergunta é genuinamente honesta. Não sei se é compatível.
Os poucos amigos (e gosto de pensar bons) que temos não têm filhos. E nós tivemos. E houve um afastamento. Não sei se apenas e só provocado pela clara mudança na nossa vida ou se haverá outro motivo.
Será que a amizade nunca foi forte o suficiente?
O afastamento já existia mas nós não percebemos?
Os "amigos" gostavam mais de nós quando éramos só dois? 
Nunca fomos verdadeiramente amigos? 
Não sei. Não sei bem o que pensar disto. Às vezes prefiro não pensar. Mas quando acontece algo muito bom e esperas que os "amigos" partilhem da tua felicidade e eles nada dizem ou fazem...ficas na dúvida se de facto estará a passar-se algo.
Já estive do outro lado. Já perdi amigos que tiveram filhos. Mas achei que já os tinha perdido antes de virem os filhos e então não percebi se uma coisa estava relacionada com a outra.
Qual é a vossa experiência? Os vossos amigos afastaram-se assim que nasceu o bebé? Novos amigos surgiram? Antigos amigos voltaram?
Eu não sinto que tenha mudado muito. Sou a mesma pessoa. Tenho menos tempo? Tenho. Menos disponibilidade para patuscadas e conversas pela noite dentro? Também. Mas sou a mesma pessoa.
E esta problemática intriga-me e gostava de saber a vossa experiência com este fenómeno. Se é que é um fenómeno.
Ou então é tão normal que ninguém fala disso. Será?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Os primeiros 12 meses

Os primeiros 12 meses com o meu bebé passaram a correr!
Sinto como se tivesse sido ontem que estava na sala de partos, estranhamente calma, com o meu marido ao lado e à espera que chegasse finalmente o momento de conhecermos o nosso bebé :)
E quando chegou o momento foi maravilhoso. Foi tudo o que queria para nós.
E nestes dias, passado 12 meses, penso que incrível viagem que nós fizemos. Os três. Sem qualquer experiência lá nos lançamos para este que seria o maior desafio da nossa vida. Aquele em que não queríamos nem podíamos falhar. O nosso pequenino dependia de nós para tudo e nós queríamos estar ali a 100% para ele. E estivemos. E estamos.
Foi um ano de muitos altos, alguns baixos, mas sobretudo de um saldo para lá de positivo. Um saldo tão positivo que acho que rebenta a escala. Houve lágrimas, cansaço, dúvidas, risos, muita aprendizagem, crescimento e também muito muito amor. A felicidade agora quase pode ser explicada. Digo quase porque é algo que é muito mais sentir do que explicar. Mas agora sentimos de outra forma.
Como casal também crescemos, aprendemos um com o outro e no meio do cansaço e da vontade de fazer tudo bem, conseguimos não nos esquecer um do outro. Juntos para o nosso menino somos ainda melhores.
Que venham mais outros tantos meses. Anos. Uma vida. Cá estaremos meu pequeno grande amor para te dar tudo de nós. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Luísa Barbosa da Rádio Comercial

Ora eu não tenho nada contra a Luísa Barbosa mas hoje quando ia na minha pequena viagem até ao trabalho, como sempre, ia a ouvir a rádio comercial. E estranhei quando só ouvi vozes femininas, tirando claro a voz do nosso Ricardo Araújo Pereira.
Mas estranhei as vozes pois nada do Pedro Ribeiro ou do Vasco Palmeirim.
Pelo que percebi a ausência do Pedro devia-se ao facto da sua bebé ter nascido (parabéns aos papás!!) e o Vasco estava a caminho.
Pois bem, mas isto tudo para dizer que não gostei das meninas lá sozinhas...estava a luísa e outra voz que não reconheci (se alguém souber por favor diga-me quem era). E não gostei porquê? Porque não percebi qual das duas estava à frente da emissão. Atropelavam-se uma à outra. Ora uma dizia a publicidade ora dizia o trânsito ora o tempo. Enfim era uma confusão :/ E a Luísa, no meu entender, mostrou que não está nada preparada para ficar sozinha. Gostei até mais da outra menina, que para além de ter uma voz espectacular, parecia estar muito mais à vontade.
Lembrei-me de um post que fiz sobre o Vasco Palmeirim quando ele ficou sozinho na rádio (aqui) e que na altura achei que ele esteve muito bem. Hoje em dia acho que o Vasco sozinho fazia a emissão com uma perna às costas e a cantar! :)

Ps: Antes de eu deixar de ouvir a emissão já o Vasco tinha chegado e salvou as meninas. Boa Vasco!

sexta-feira, 10 de março de 2017

"He's Just Not That Into You" que filme do caraças!

O filme "He's Just Not That Into You" é um filme de 2009 mas esta imensamente atual. Eu diria até que é daqueles filmes intemporais, porque o fundo das relações continua o mesmo, os mesmos receios, dúvidas, esperanças e enganos que ainda se vivem nos dias de hoje.
Ontem revi este filme e mais uma vez adorei. E até chorei! Numa das últimas cenas do Ben Affleck com a Jennifer Aniston (quem já viu sabe perfeitamente do que estou a falar :)) e quem não viu tem de ver! Chorei porque é verdadeiramente bonito, emocionante e tão aquilo que as relações devem ser, que não deu para evitar uma lagrimazita de emoção.
Neste filme, como em outros do género, encontramos vários casais, cada um a atravessar uma fase diferente da relação. Temos encontros falhados, falsas esperanças, traição, novas paixões, amizade colorida ou amizade "interesseira" por assim dizer. Enfim encontra-se mesmo de tudo neste filme. Quem não conhece faça lá o favor de ver porque não se vai arrepender ;)
E ainda leva com umas 2h deste elenco:
Jennifer Aniston
Ben Affleck
Bradley Cooper
Scarlett Johansson
Drew Barrymore
Jennifer Connelly
Entre outros.

É mesmo a não perder :)

terça-feira, 7 de março de 2017

Amamentação - a minha experiência

Sei que este pode ser um assunto polémico.
Existem várias opiniões acerca da amamentação, se se deve ou não amamentar, se faz diferença para o bebé, se sim por quanto tempo se deve fazer...enfim há opiniões para todas as hipóteses, inclusive os próprios médicos também se dividem.
Mas este post não é sobre polémicas, é apenas sobre a minha experiência e a forma como consegui não desistir quando a coisa parecia que não se ia dar.
Eu sempre quis amamentar. Li alguns livros onde falava sobre assunto e sentia que de certa forma estava preparada para quando chegasse o dia.
Mas quando chegou deparei-me logo com a primeira dificuldade. O meu bebé não sabia mamar. Penso que é normal, mas eu achava que os bebés já sabiam todos como fazer, os chamados reflexos que eles já trazem. O meu pequenino tentava mas demorava imenso a conseguir fazer a chamada pega. Quando conseguia fazia a sucção na perfeição mas até conseguir era o cabo dos trabalhos. Eu já me imaginava em casa a demorar horas até conseguir alimentar o meu bebé , que entretanto ficava roxo de fome. Mas não foi assim que aconteceu.
No segundo dia, ainda no hospital, (que pareceu uma eternidade porque um só dia tem milhentos momentos para amamentar :) parecia que só fazia isso) o meu bebé já pegava mais rápido e começou a ser fácil e natural. E eu contente da vida.
Estava pronta para ir para casa e começar a aventura. Mas lembrei-me de perguntar a uma enfermeira, antes de ir embora, mas e como é que funciona a subida do leite? Ou descida do leite, há quem diga das duas formas. E há quem tenha ainda no hospital mas eu não sentia nada. E tinha receio de não saber se estava a acontecer ou não.
A enfermeira (que foi um amor e adorei que ela tivesse "perdido" aqueles minutos preciosos connosco) disse-me logo: mamã não tenha receios mas a subida do leite é a parte menos bonita da amamentação. Tem de ter paciência, preseverança e acima de tudo não desistir. E eu pensei será assim tão complicado? Há pessoas que só falam maravilhas e nunca ninguém me disse que há uma parte menos bonita. Pois bem mas há. Aqueles dias de subida do leite, de calor infernal, de sensibilidade extrema, de dores, de ter que dar de mamar mesmo que pareça estar tudo a arder, são uma realidade e parecem intermináveis. E é impossível não perceber que está a acontecer :)
Mas passa. Sim, pode não parecer, mas passa rápido. E a parte bonita, de amor, de olhos nos olhos e tudo uma fofura vem e a dor deixa de existir. É mesmo uma questão de não desistir. Pelo menos comigo foi assim, não quis desisitir, acreditei sempre que a dor ia passar, que tinha leite suficiente e que o meu bebé estava bem. O que li nos livros também me ajudou a estar confiante e positiva.
Outro momento, que não podia deixar de falar também, de outra enfermeira (também uma benção ter ido ao nosso quarto de madrugada) que me disse que o bebé faz pausas quando está a amamentar porque ele é pequenino e não consegue estar sempre a fazer a sucção e embora pareça que adormeceu nem sempre isso é verdade. Temos de contar até 10 devagar e ver se ele volta a mamar, ou seja, não temos sempre de lhe mexer no pézinho ou qualquer outro meio para o impedir de adormecer. Às vezes ele está só a recuperar o fôlego :) e eu achei maravilhoso saber isso. Apartir desse momento dava tempo ao meu bebé e ele lá voltava a mamar, sempre de olhinhos fechados mas não estava a dormir :) coisa mais querida.
E foi assim a minha experiência. E a vossa? Correu tudo bem? Futuras mamãs têm receios? Nada temam. Vocês e o vosso bebé juntos conseguem tudo :)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Desabafo sobre maus colegas :(

No trabalho encontramos de tudo.
Bons, muito bons, maus e muito maus colegas. Mas eu não entendo o porquê de alguém ser um mau colega. Quando se trabalha em equipa, mesmo nos casos em que 90% do trabalho é individual, os outros 10% são em equipa, logo devíamos todos ter a mesma postura e tentar trabalhar bem em nome de um resultado positivo e bom para todos. Mas não. Não é assim que pensam os maus colegas e os muito maus nem sabem o que isso é :/
E isso desanima. Desanima porque dá vontade de não trabalhar com essas pessoas. Dá vontade de dizer "ora bem como tu não vais mudar então mudo eu" e a solução muitas vezes passa por mudar mesmo. Não digo de emprego (porque encontrar outro não é fácil) mas mudar de alguma forma de tarefas e sobretudo de colegas (nos casos em que isso é possível). Nos casos em que não é possível nem imagino como se supera essas dificuldades.
E o que faz um mau colega? Tenta passar por cima de ti, mostrar-se a todo custo, mesmo que isso implique rebaixar alguém e vai fazê-lo sem qualquer peso na consciência. Se o chefe está presente o mau colega até dá pulinhos porque vai realçar aquilo que fez, não através do seu trabalho ou do seu talento, mas sim através de um erro ou má decisão de outro colega. O mau colega adora isto.
E porquê? Porque não consegue mais. Mas será que um dia alguém lhe paga na mesma moeda? Não. Há casos em que nunca chegam a sentir na pele o que fazem os outros sentir. E é triste. É sobretudo muito triste.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Mães trabalhadoras e Fit por aí?

Ser mãe e trabalhar não é só complicado pela parte de ter de deixar o bebé no infantário ou com os avós e desaparecer umas 8h :( também é complicado porque quando se quer fazer alguma coisa tipo...exercício físico...parece que não há nenhum tempo disponível e isso desmotiva :(
Ter motivação para ir a um ginásio já é o que é, mas com esta falta de tempo, porque todo o tempo livre se quer aproveitar com o bebé, fica ainda mais difícil!!
Digam-me como fazem. Que é como quem diz conselhos precisam-se :)
Conseguem ir ao ginásio?
Correm na rua?
Vão numa hora em que o bebé ainda está no infantário?
Deixam com os avós?
Deixam com o pai?
Fazem exercício só com os olhos? (este pratico bastante ah ah ah).
As alternativas parecem muitas, mas vai-se a ver e meia dúzia delas não são fáceis de gerir.
E qual é o resultado? Ser mãe trabalhadora não Fit :D