quarta-feira, 19 de abril de 2017

Infantários e os critérios diferentes

Tenho percebido, agora que também eu preciso destes serviços, que os critérios de cada infantário não são todos iguais.
Não falo só das questões do que se paga (porque isso era outra discussão porque há disparidades enormes) mas falo sobretudo dos critérios em relação às doenças, contagiosas ou não, com febre ou sem febre, que os infantários têm. Ora eu ja tive de ir buscar o meu filho por ter temperatura, até aí entendo, mas também já tive de ir por outras questões "menores" que noutros infantários não chamam os pais.
Percebo que possam existir regras internas, que seja norma em algum infantário específico que se os meninos apresentam determinados sintomas não possam ficar lá, mas então e porque é que noutro lado podem?
Estarão alguns infantários mais bem preparados para dar resposta às situações que surgem?
Se assim for, este tem de passar a ser um critério a ter em conta por parte dos pais quando vão escolher um infantário. Ou seja, se no local X chamam os pais porque o filho espirrou um pouco mais alto (exagerando claro) então esse infantário fica atrás em relação ao infantário Y que liga aos pais quando o filho tem temperatura para perguntarem se podem dar benurom mas não precisam de o ir buscar a correr, pode ser ao fim da tarde ou quando puderem. Ora este último ganha de caras porque infelizmente os pais que trabalham não conseguem abandonar tudo de repente, embora às vezes apeteça porque os filhos estão em primeiro lugar. Sempre. Mas não dá. Pelo menos de repente, várias vezes por mês, não dá :(
E eu acho que este apoio aos pais, este suporte que o infantário poderia dar, não dá. Em alguns casos pelo menos não dá.
Percebo perfeitamente a questão do contágio. O meu filho já voltou para casa constipado, com gripe, com conjuntivite, com o vírus xpto...e tudo porque alguém teve primeiro. Percebo que se está doente não pode ir. Mas tem de haver critérios bem definidos.
Conheço várias pessoas que me dizem que não vivem esta realidade. Que sentem apoio por parte do infantário, que redobram a atenção aos meninos com algum sintoma, que podem acompanhá-lo à parte, mas tudo no infantário.
E estas diferenças de tratamento chateiam-me.
Eu até prefiro que o meu filho não vá, se estiver mais em baixo, em casa pelo menos não apanha mais nada. E claro, também não passa a mais ninguém.
Mas se é para fazer acrobacias no trabalho, uma ginástica incrível com toda a família para que todos consigam trabalhar/tomar conta do menino ou pagar um mês inteiro de mensalidade no infantário e o menino estar lá só meio mês, então alguma coisa não está bem.
Se calhar é o infantário. E se calhar se eles não mudam mudamos nós.

4 comentários:

  1. Cada local tem as suas regras e os seus planos e objectivos... há que investigar muito bem!

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  2. Ainda não estou na fase de procura de infantários, mas já ouvi comentários desse género por pessoas amigas.
    Há que pensar e averiguar muito bem antes de fazer a inscrição. Se bem que esse tipo de coisas só nos apercebemos depois da inscrição :/

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  3. Um dos critérios que tive na escolha do infantário das minhas filhas, há anos foi o facto de terem quartinhos para meninos que apresentassem febre ou outros sintomas de doença.

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    1. Mas e como os usavam? Porque dizem que têm mas usam apenas para pôr os meninos enquanto esperam pelos pais que entretanto já chamaram. Ou seja, não é porque conseguem tomar conta deles no caso de os pais terem que demorar mais um pouco. Mas acho que podiam/deviam fazê-lo uma vez que até têm instalações para isso.

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